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Conheça o highline

Você se arriscaria a tentar andar se equilibrando numa fita esticada a centenas de metros de altura? Parece até loucura imaginar a cena fora da lona do circo. Mas o gosto pelo desafio ganhou mais uma atração: transformou a atividade em esporte. Seu nome é highline, atividade ultrarradical, que vem atraindo cada vez mais adeptos.

SKYLINERS – A Documentary by Seb Montaz

O highline surgiu como uma evolução do slackline, que é a mesma prática feita a poucos metros do chão. E tudo isso começou no final da década de 70, de forma um tanto improvisada, quando montanhistas da região de Yosemite Valley, na Califórnia, resolveram brincar de andar por cima de uma corda. A mistura da arte da corda bamba circense com a coragem e paciência típicas da escalada fez o slackline ter técnicas específicas para ser feito. A partir daí, a coisa evoluiu e se expandiu. Criou-se uma fita própria para a modalidade, o highline se consolidou graças a desafios – e altitudes – maiores. Novas vias foram e continuam sendo descobertas e o número de interessados não para de aumentar.

Mudo afora e também no Brasil novos adeptos surgem, especialmente entre os escaladores.
Por aqui, a atividade foi parar nas areias de Ipanema, no Rio de Janeiro, local já conhecido por ser “vitrine” de novidades. De lá, o grupo passou a agregar interessados além do mundo da escalada. Um deles foi o professor de ioga Marcos Gouvêa, que gosta de utilizar técnicas de respiração para se preparar antes de começar a praticar o highline. “É bom para relaxar e concentrar”, conta.

A mulherada também comparece. A estudante Camilla Porto ainda está começando, mas já dá dicas para outros iniciantes: ”O importante é saber flexionar o joelho e não olhar para baixo. É como aprender a andar de bicicleta”, compara. “A insistência é fundamental para se desenvolver. Tive que tentar muitas vezes para começar a dar meus primeiros passos”, completa a psico-pedagoga Vera Mendonça, 51 anos, provando que o esporte pode ser praticado em qualquer idade.

O slackline é, muitas vezes, feito de formas mais divertidas, com manobras que tornam o exercício ainda mais prazeroso e bonito. Saltos, giros e caminhadas em “marcha à ré” são algumas firulas possíveis de serem feitas na fita. Os mais ousados arriscam ainda um backflip. Pode parecer impossível, mas, depois de muita prática, a concentração necessária para se equilibrar dá lugar à descontração e ao bom humor.

Depois de conhecer bem o slackline, o praticante pode começar a se aventurar no highline. Para praticar, não basta ter coragem. É necessário cuidado para escolher e montar o equipamento, que deve sempre estar em bom estado de conservação. A fita precisa ser muito bem tensionada e pelo menos uma corda de escalada é usada por segurança, caso a fita se rompa. No mais, diversos mosquetões e outros equipamentos de escalada são usados para distribuir a força. Com a fita já armada, o aventureiro deve ainda usar o bouldrier (cadeirinha) acompanhado de uma corda presa entre a fita e a cintura, para segurá-lo em caso de queda. Depois de reunir toda essa parafernália, os praticantes Guillherme Guaccia e Rodrigo Nunes só têm um destino: o Campo Escola do Bananal, na Região de Itacoatiara, em Niterói.

Ao chegar lá, Guilherme e Rodrigo fazem a complexa armação da fita, cuidadosamente. Com tudo pronto, a travessia a ser feita tem 11 metros de extensão, a 30 metros de altitude. A parte mais difícil ainda está por vir. Antes de sair, muita concentração e silêncio. “O fator psicológico é o principal. O fato de você saber que está diante de um abismo é algo assustador e excitante ao mesmo tempo”, explica Guilherme.

As quedas fazem parte do processo de preparação e, na maioria das vezes, ocorrem na primeira metade da fita. Com o tempo, os praticantes vão ficando mais à vontade, até a travessia ser completada com sucesso. A imagem dá a impressão de que o homem é capaz de “flutuar” numa linha, em busca de todas as superações. Para terminar, Guilherme resume a sensação: “A travessia foi difícil, quase caí e soltei um grande grito, quando completei. É uma meta cumprida, mas cair também é legal.” Palavra de quem não sabe o que é medo de altura.

Achei aqui !! O video o Ian amigo meu me falo pra postar ! twitter dele !!

Fui !! !!

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